ERA UMA VEZ UM PORÃO
Caxias do Sul está na região da Serra Gaúcha, famosa por suas belezas naturais e pólo da imigração italiana em solo rio-grandense. Terra de vinícolas, indústrias moveleiras, metalúrgicas e, principalmente, terra de empreendedores e de histórias fantásticas de sucesso. Um destes cases é o da Martiplast, que começou timidamente no porão de uma casa, num espaço de pouco mais de 40m². Mas este porão não era feito apenas de argamassa. Em suas paredes havia ingredientes ainda mais sólidos que o concreto: vigas de amizade, respeito e união. Além destes sentimentos humanos, neste porão havia também uma máquina. Uma máquina injetora de plásticos e de sonhos. Sonhos estes que nunca foram sonhados em tal magnitude, mas que se realizaram como resultado de muito esforço, dedicação e trabalho. Trabalho que teve início com os irmãos Nelson e Juarez e com o primo Nelmir, e com um grande apoio de seus pais, esposas. “No inverno, montávamos os produtos na cozinha, aquecidos pelo fogão a lenha, toda a família”, conta Nelmir Martini.
Após dois anos trabalhando apenas com terceirização de produtos (espelhos para carros, botões para fogões, rodízios...), surge um problema que foi tornado oportunidade. O ano era 1995 e um dos clientes sofreu um revés financeiro, não tendo como pagar o que devia à Martiplast. Para honrar seu compromisso, entregou a matriz do que viria a ser o primeiro produto próprio da empresa: um conjunto de xícaras de café. A certeza de estar com um produto de qualidade e a necessidade de cobrir o caixa gerou um sistema agressivo de vendas: “colocávamos caixas do produto no porta-malas do carro e saíamos a bater de porta em porta oferecendo as xícaras em consignação aos lojistas”, relata Juarez Martini. Pelo visto, a experiência deu certo. Em 1998, o maquinário é transferido do porão para um pavilhão com 900 m² de área.
Uma nova mudança acontece em 2003, quando a Martiplast transfere seu parque fabril para a sua atual sede, instalada em uma área de 20.000m².






